Jurema preta (Mimosa hostilis/tenuiflora) - 50 gramas de entrecasca da raiz triturada

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A Entrecasca da raiz da árvore jurema-preta é a única planta que se conhece que pode ser usada numa poção para beber que, sem a ajuda de outra planta, induz experiências visionárias semelhantes as da poção de ayahuasca (embora o ideal seja utilizar junto com Arruda síria para potencializar os efeitos). Na História brasileira era usada no "vinho da jurema", uma cerimônia de preparação e ingestão desta planta.  A jurema-preta é também uma fonte muito comum para os ocidentais prepararem anahuasca, que é uma poção com uma farmacologia muito semelhante à da ayahuasca.
 
Usada pelos índios da etnia xucurus-cariris. É utilizada tradicionalmente para fins medicinais e religiosos. Sua casca é usada para fins medicinais e a casca de sua raiz é a parte da planta usada nas cerimônias religiosas pois possui grande quantidade de substâncias psicoativas da classe das triptaminas, como o DMT.
 
É usada nos rituais do Catimbó e pajelanças, principalmente entre os índios Jês e Tapuias e Kariris do Brasil. Era usada por médicos-feiticeiros, juntamente com o tabaco e o maracá, para abençoar, aconselhar e curar. A ingestão permite ao pajé entrar em contato com seus espíritos ancestrais.

Na Umbanda, Jurema é a dona das ervas mágicas. Segundo Sangirardi Jr.,os pajés indigenas ensinaram aos brancos e mestiços os mistérios da pajelança, e esta influiu no Catimbó. O "Cauim" (cachaça com Jurema), dá um sentimento de plena energia, de paz com o mundo e com nós mesmo, de empatia com todas as criaturas.
 
Há uma diversidade de significados abrangida pelos usos da Jurema, passando pelos contextos indígenas, pelo Catimbó, ou seu consumo nas religiões “afro”, até os experimentalismos urbanos contemporâneos. Assim, nos anos noventa, foi elaborada na Europa uma nova bebida feita a partir de Jurema e Peganum harmala. Diferente das Juremas dos cultos afro-ameríndios brasileiros, esta bebida serviu como um análogo da ayahuasca, bebida composta a partir do cipó Banisteriopsis caapi e das folhas da Psychotria viridis e regularmente usada em cultos brasileiros com os nomes de Daime ou Vegetal.
 
Esta bebida sagrada era servida em rituais não só dos indígenas, mas também nos cultos afro-brasileiros. Estes últimos acrescentavam à bebida mel, ervas e outras substâncias.
 
Os efeitos do "vinho de jurema", são muito bem descritos por José de Alencar em seu romance Iracema.

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